Tinha cerca de dez anos quando pedi ao meu tio Dean a cassete de Appetite for Destruction, dos Guns N’ Roses. O rock e o metal continuaram a abrir portas. Os Queens of the Stone Age e os Clutch tornaram-se favoritos, a par do blues, do rock clássico, do stoner rock e de sons mais pesados.
Diziam-me que era uma fase. Para algumas pessoas, talvez tenha sido. Para mim, tornou-se parte da vida. Adorei descobrir lugares que entendem esse sentimento, sobretudo o Blårock, em Tromsø, e o Lebowski Bar, em Reiquiavique. Um espaço com personalidade fica na memória.
É através da Heavy Rotation que esse sentimento entra no Lebrewski. A música pode iniciar uma conversa entre gerações: algo de que um pai se lembra, algo que um filho acabou de descobrir. Deve enriquecer a noite, não ser um teste de pertença. Venha pela música, pela comida ou porque os amigos escolheram a mesa. Há lugar para todos.
